15 de novembro de 2015

Sentido proibido I

Sentido proibido
libido.

Nem tudo
tem sentido,nem tudo é
sentido

ou devorado.
Pode ser que seja do bolo a cereja!

14 de novembro de 2015

Pantera!

E dá-lhe Botafogo de Ribeirão!
Campeão inquestionável da Série D do Brasileirão!!!

Utopia em que vivemos

Matar os outros
e depois se matar
ou
se matar
matando os outros,
lógica perversa
que foge da realidade
das leis de Merton
das leis aleijadas,

E
não é da paz que vem a guerra,
vem lá dos Unidos
da poesia estadounidense,
da poesia do país da obesidade
que se gaba de ser ridículo
e intrometido.

Depois, oferecem ajuda
oferecem-se para o sangue
oferecem-se para matar.

Perfume e Símbolo

Dona, é esse teu jeito
que quando me deito
me ponho a sonhar,

e as bromélias
e as orquídeas
sorriem para a rosa.

Dona, quanta prosa
te escrevo
sem que saiba,

e não me atrevo
a dizer quanto
desejo no verso
                caiba,

e no entanto
no entanto meu bem,
silenciamos a dança,

qualquer símbolo
perfume
e versos que não escrevo
ou versos não lidos
que sucumbem ao tempo
aos segundos.

13 de novembro de 2015

Eis que...

Das minhas palavras
surgiu o universo,
fui eu quem tudo criei
no primeiro dia
fiz tudo num só verso,
noutros só descansei;
por meio da poesia
por meio da solidão
por meio do eterno nada:
inventei a gnosia
e tanta coisa, rapaz,
por meio do palavrão,
eis o motivo de tanta cagada.

Foi num só verso
que se mostrou perverso
e não encontrei rima,
por isso o poema
é o que é
e nunca obra-prima.

Agora, canso da vida
e não encontro saída
senão com tudo acabar.

O verbo nunca foi divino
e desde menino
era a carne que interessava:
a palavra sempre foi, sem dúvida,
sem sombra, mera escrava.

12 de novembro de 2015

As penas e as pernas

fica apenas
as penas
da ideia,
depenado o sujeito
sem jeito
de dizer ou de calar.

fica somente
a semente
do ideal não dito,
tempo maldito
que anoitece
o poema.

fica o sonho
o sono
e o redemoinho
demônio
no meu caminho.

fica, será mesmo
que fica?
ou trupica
na palavra?

fica a noite
para não dormir
para escrever
conversar com o silêncio
embriagado
com vinho e solidão.

11 de novembro de 2015

La tonada cordobesa II

"Para ser cordobés basta con estirar la sílaba anterior a la del acento"

Seu ar de interior
sua graça e praças

e minha saudade se perpetua
desde
o La Cãnada
atravessando suas
águas dançantes
e seu famoso ¡O!
el patio Olmos.

A carne que aqui não tem
o ar que aqui me falta
o sossego das tuas estações
o excesso de pão
pão e mais pão.

Para não falar dos vinhos
e das pessoas.

Longe, 700 km do caos,
a que se denomina Buenos Aires
e não sei onde são bons.

“Hola Roberto! Buen dia!”
e que dia, que dia incrível.
”Dos media lunas y un cafe, si?".
Sim, sempre meu bem.

Com exceção do café, tudo é belo
tudo é poesia, na cidade eterna
de encanto e felicidade.

A Córdoba, um saudoso abraço
y que los cordobeses no se olviden a mi.

10 de novembro de 2015

Velocidade dispensável

O carro passa
a linha do horizonte
é logo ali    -------->

e cria asa:
que se desmonte
e caia
aqui
aqui
aqui!

9 de novembro de 2015

Precisão

Quanto
                   tempo
é preciso
para o
                                tempo
             ser preciso?