15 de novembro de 2015
14 de novembro de 2015
Utopia em que vivemos
Matar os outros
e depois se matar
ou
se matar
matando os outros,
lógica perversa
que foge da realidade
das leis de Merton
das leis aleijadas,
E
não é da paz que vem a guerra,
vem lá dos Unidos
da poesia estadounidense,
da poesia do país da obesidade
que se gaba de ser ridículo
e intrometido.
Depois, oferecem ajuda
oferecem-se para o sangue
oferecem-se para matar.
e depois se matar
ou
se matar
matando os outros,
lógica perversa
que foge da realidade
das leis de Merton
das leis aleijadas,
E
não é da paz que vem a guerra,
vem lá dos Unidos
da poesia estadounidense,
da poesia do país da obesidade
que se gaba de ser ridículo
e intrometido.
Depois, oferecem ajuda
oferecem-se para o sangue
oferecem-se para matar.
Perfume e Símbolo
Dona, é esse teu jeito
que quando me deito
me ponho a sonhar,
e as bromélias
e as orquídeas
sorriem para a rosa.
Dona, quanta prosa
te escrevo
sem que saiba,
e não me atrevo
a dizer quanto
desejo no verso
caiba,
e no entanto
no entanto meu bem,
silenciamos a dança,
qualquer símbolo
perfume
e versos que não escrevo
ou versos não lidos
que sucumbem ao tempo
aos segundos.
que quando me deito
me ponho a sonhar,
e as bromélias
e as orquídeas
sorriem para a rosa.
Dona, quanta prosa
te escrevo
sem que saiba,
e não me atrevo
a dizer quanto
desejo no verso
caiba,
e no entanto
no entanto meu bem,
silenciamos a dança,
qualquer símbolo
perfume
e versos que não escrevo
ou versos não lidos
que sucumbem ao tempo
aos segundos.
13 de novembro de 2015
Eis que...
Das minhas palavras
surgiu o universo,
fui eu quem tudo criei
no primeiro dia
fiz tudo num só verso,
noutros só descansei;
por meio da poesia
por meio da solidão
por meio do eterno nada:
inventei a gnosia
e tanta coisa, rapaz,
por meio do palavrão,
eis o motivo de tanta cagada.
Foi num só verso
que se mostrou perverso
e não encontrei rima,
por isso o poema
é o que é
e nunca obra-prima.
Agora, canso da vida
e não encontro saída
senão com tudo acabar.
O verbo nunca foi divino
e desde menino
era a carne que interessava:
a palavra sempre foi, sem dúvida,
sem sombra, mera escrava.
surgiu o universo,
fui eu quem tudo criei
no primeiro dia
fiz tudo num só verso,
noutros só descansei;
por meio da poesia
por meio da solidão
por meio do eterno nada:
inventei a gnosia
e tanta coisa, rapaz,
por meio do palavrão,
eis o motivo de tanta cagada.
Foi num só verso
que se mostrou perverso
e não encontrei rima,
por isso o poema
é o que é
e nunca obra-prima.
Agora, canso da vida
e não encontro saída
senão com tudo acabar.
O verbo nunca foi divino
e desde menino
era a carne que interessava:
a palavra sempre foi, sem dúvida,
sem sombra, mera escrava.
12 de novembro de 2015
As penas e as pernas
fica apenas
as penas
da ideia,
depenado o sujeito
sem jeito
de dizer ou de calar.
fica somente
a semente
do ideal não dito,
tempo maldito
que anoitece
o poema.
fica o sonho
o sono
e o redemoinho
demônio
no meu caminho.
fica, será mesmo
que fica?
ou trupica
na palavra?
fica a noite
para não dormir
para escrever
conversar com o silêncio
embriagado
com vinho e solidão.
as penas
da ideia,
depenado o sujeito
sem jeito
de dizer ou de calar.
fica somente
a semente
do ideal não dito,
tempo maldito
que anoitece
o poema.
fica o sonho
o sono
e o redemoinho
demônio
no meu caminho.
fica, será mesmo
que fica?
ou trupica
na palavra?
fica a noite
para não dormir
para escrever
conversar com o silêncio
embriagado
com vinho e solidão.
11 de novembro de 2015
La tonada cordobesa II
"Para ser cordobés basta con estirar la sílaba anterior a la del acento"
Seu ar de interior
sua graça e praças
e minha saudade se perpetua
desde
o La Cãnada
atravessando suas
águas dançantes
e seu famoso ¡O!
el patio Olmos.
A carne que aqui não tem
o ar que aqui me falta
o sossego das tuas estações
o excesso de pão
pão e mais pão.
Para não falar dos vinhos
e das pessoas.
Longe, 700 km do caos,
a que se denomina Buenos Aires
e não sei onde são bons.
“Hola Roberto! Buen dia!”
e que dia, que dia incrível.
”Dos media lunas y un cafe, si?".
Sim, sempre meu bem.
Com exceção do café, tudo é belo
tudo é poesia, na cidade eterna
de encanto e felicidade.
A Córdoba, um saudoso abraço
y que los cordobeses no se olviden a mi.
10 de novembro de 2015
Velocidade dispensável
O carro passa
a linha do horizonte
é logo ali -------->
e cria asa:
que se desmonte
e caia
a linha do horizonte
é logo ali -------->
e cria asa:
que se desmonte
e caia
aqui
aqui
aqui!
9 de novembro de 2015
Precisão
Quanto
tempo
é preciso
para o
tempo
ser preciso?
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