7 de abril de 2018

Sapo Barbudo


Até agora me pergunto por que raios um ex-presidente iria roubar um apartamento que custa menos de um milhão.
Até agora me pergunto por que tanto ódio por uma única pessoa.
Até agora eu não tinha visto na TV o modo como tudo isso é transmitido.
Assisti, essa semana, a entrevista do Juiz Sérgio Moro para o Roda Viva.
O cara tá por fora, vai pela convicção. Ou melhor, só segue ordens da direita.
Não sabe o que faz, só faz pela grana que ganha ao fazer.
O pior de tudo, seu discurso é banal e moralista. Não tem perfil para herói nacional.
Mas é um. Muita modelagem feita na população.

O Sarney, tá solto.
O Temer, não sofreu impeachment, apesar de assinar o mesmo doc. que a Dilma assinou
e por isso foi acusada de causar improbidade administrativa. Ironia, não?
O Collor é candidato à presidência.
O Alckmin, nem se fala; corre só de escutar a palavra "metrô".
Não que Lula seja inocente, não acredito em político, quando o assunto é dinheiro.
Mas isso tudo cheira mal. Só besta não vê.

Sobre os 900 mil reais que levaram a prisão do sapo barbudo, Temer
gastou, com jantares para a imprensa, para tentar convencer os jornalistas que é coisa boa,
muito mais que o dobro do dobro dessa quantia. Ironia, não?
Mas aí não é crime. É permitido.

Querendo ou não, é só olhar estatísticas. Ao menos em questões sociais
as coisas estavam indo menos pior. Não estavam bem, estavam menos pior.
Porém, é de (des)conhecimento nacional
que os mesmos que comemoram a prisão do cachaceiro petista
acreditam que nesse país, não há racismo, não há preconceito...
tudo tão meritocrático.

São os primeiros a dizer que quem mora na favela é bandido,
os primeiros a apoiarem a invasão no rio de janeiro
os primeiros a defender o fim de tudo que é direito social.

De novo, repito nos meus versos:
é tentar sanar as consequências
sem sequer voltar os olhares às causas.

Até então, eu não cogitaria votar no Partido dos Trabalhadores
mas, devido a todas essas perseguições seletivas,
não me resta dúvida. É tudo estranho demais.

3 comentários:

  1. Entendo o seu estranhamento, é que poucas vezes a justiça foi feita no Brasil.

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    Respostas
    1. Compreendo Azarão, mas não chamaria de justiça. Justiça, de certa forma, necessita de equidade e ponderação. Não me incomoda a prisão de um ex-presidente, mas a atitude parcial e hostil.
      O que está por trás não é uma mera prisão, mas sim a destruição de um símbolo.
      Muita manipulação midiática... muita distorção ... muito heroísmo (com todo respeito, o tal Moro, é um boçal, é só assistir uma entrevista dele).
      Enfim, não estou para discordar, tampouco para concordar. Estou tentando analisar fatos. E parece-me pouco palpável tamanho balburdio com pouca miséria... Sr. Aécio, Collor, Temer, Alckmin, Sarney... os tubarões ficam e, pior, se fortalecem.

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    2. E tudo não são símbolos? Totens e Tabus?

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