2 de setembro de 2016

Respingo de Café Filosófico (II)

-Poesia sobre o "Nada", ou quase isso


Sobre o Nada,
pura tolice.
Sempre há algo.

Pura piada
dizer que do nada
algo se torna,
fica até vazia
essa minha poesia.

O nada
"é" inconcebível,
e só passa de sabido
o esperto que afirma
o Nada
de forma "inteligível".

Retórica pobre
forjada na pele
de algo nobre.

Estudar o nada
é esperar que só do Nada
o Nada se forma.

Inutilidade.
Mas vale questionar o contrário,
se nada vem do nada
de onde veio tudo isso?
(E esperar alguém dizendo
"é tudo apenas imaginário"
não passa do doloroso início).

Daí pode-se questionar
se tudo sempre esteve
neste inevitável existir,
ou se foram os filhos de Borr
que criaram, ao matar Ymir.


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